Ensaio Sobre a Cegueira
A literatura é mais uma das minhas paixões. É sempre prazeroso passar algumas horas na companhia de um bom livro, exercitando a imaginação, abrindo a mente para novas ideias ou, simplesmente, relaxando.
Vou começar essa "coluna" com um dos meus livros favoritos, Ensaio Sobre a Cegueira (1995) do autor português, José Saramago, um dos grandes mestres da Literatura Universal (Prêmio Camões - 1995; Prêmio Nobel de Literatura 1998; entre outros). Seus livros foram publicados em mais de 50 países e em mais de 40 idiomas.
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"O que você faz quando ninguém te vê fazendo? O que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?" (Capital Inicial - 4x você).
Vou começar essa "coluna" com um dos meus livros favoritos, Ensaio Sobre a Cegueira (1995) do autor português, José Saramago, um dos grandes mestres da Literatura Universal (Prêmio Camões - 1995; Prêmio Nobel de Literatura 1998; entre outros). Seus livros foram publicados em mais de 50 países e em mais de 40 idiomas.
O tema central do livro propõe uma reflexão sobre a verdadeira essência do ser humano. Os conflitos internos causados toda vez que temos que optar entre o certo e o errado, a eterna luta entre o médico e o monstro (Dr. Jekyll e Mr. Hyde) que existem em cada um de nós.
O autor narra a história de uma cidade onde as pessoas vão se tornando cegas de repente e são isoladas em uma quarentena. A partir daí, passam a viver em situações extremas e inusitadas, tendo que lidar a cada momento com novas dificuldades apresentadas pela cegueira e, pior, num lugar onde todos estão cegos.
O autor narra a história de uma cidade onde as pessoas vão se tornando cegas de repente e são isoladas em uma quarentena. A partir daí, passam a viver em situações extremas e inusitadas, tendo que lidar a cada momento com novas dificuldades apresentadas pela cegueira e, pior, num lugar onde todos estão cegos.
A pergunta é: do que o ser humano é capaz quando sabe que ninguém pode vê-lo e que, por isso, não pode ser julgado por seus atos?
Achei muito original. Até então não havia lido nada parecido. Passei boas horas com esse livro. Pensei muito sobre o assunto, sobre as vontades que estão latentes nas pessoas, as vontades contidas a todo custo pelas normas de conduta da sociedade. Imaginem o caos que seria um mundo sem leis ou regras para reger a sociedade. A violência presente em todas as suas formas e sem possibilidades de punições ou sanções.
Já pensou sobre isso?
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Vi o filme e me lembro que na hora pensei: em terra de cegos, quem tem um olho é rei!!! Aquela personagem, a única que via, tornou-se tudo que eles tinham. Mas nunca pensei o que faria se ninguém pudesse me ver: o que será que faria????
É verdade: em terra de cegos quem tem um olho é rei. A única personagem que enxergava era a mulher do médico e fingiu estar cega pra cuidar do marido na quarentena, mesmo correndo o risco de ficar cega também.
Será que numa situação real alguém faria isso por amor?
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Volte sempre!
Um forte abraço
Muito interessante seu post.
Obrigado, Murilo.
A reflexão imposta pela leitura desse livro é, realmente, muito interessante.
Abraços
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